top of page
Café com Anônio Marcos

Vem tomar café, clique na xícara

Instagram
DESTAQUE

PIMENTA MALAGUETA

Ao lado de Jânio Natal é o único prefeito da região declarado em apoio a Jânio Júnior
Ao lado de Jânio Natal é o único prefeito da região declarado em apoio a Jânio Júnior

Indefinição com o jogo duplo do prefeito Girlei

Ao lado do governador diz ser aliado fiel.
Ao lado do governador diz ser aliado fiel.

A postura do prefeito Girlei tem levantado questionamentos cada vez mais frequentes nos bastidores da política cabraliense. Em um cenário estadual polarizado entre o governo de Jerônimo Rodrigues, do PT, e o grupo político liderado por ACM Neto (que tudo indica terá o PL de Bolsonaro), a condução do gestor municipal tem sido marcada por sinais ambíguos e movimentos calculados — o que muitos já classificam como um “jogo duplo”.


Entre dois palanques


Publicamente, Girlei mantém a dúvida e ninguém sabe pra que lado vai seu barco, enquanto joga com os interesses do município. No entanto, na prática política, o prefeito oscila entre acenos ao Palácio de Ondina e gestos estratégicos ao grupo oposicionista estadual.


De um lado, participa de agendas com o governador Jerônimo, celebra parcerias e sinaliza alinhamento administrativo. De outro, mantém interlocução ativa com aliados de ACM Neto, indo a encontros, fazendo firulas em palanque com Jânio Natal e o filho candidato a deputado estadual pela oposição ao governador, com apoio explícito a Jânio Júnior.


Essa postura é interpretada como jogo duplo e incoerência política. A ausência de posicionamento claro gera ruído, desconfiança e insegurança — tanto entre lideranças políticas quanto na própria população.


Neutralidade ou conveniência?


Em política, neutralidade raramente é neutra. Quando um gestor evita se posicionar em disputas centrais, a impressão que fica é a de cálculo eleitoral. O prefeito parece apostar na manutenção de portas abertas com ambos os lados, aguardando o cenário mais favorável para declarar apoio mais consistente.


O problema dessa estratégia é o desgaste. Eleitores esperam coerência. Aliados esperam lealdade. A indefinição constante pode enfraquecer a imagem de liderança e transmitir a sensação de falta de convicção.


O impacto local


Mais do que a disputa estadual, o que está em jogo é o desenvolvimento do município. Se a postura de Girlei busca garantir investimentos independentemente da cor partidária, isso precisa ser dito com transparência e assumido como estratégia institucional — não como manobra política.


Quando o prefeito evita assumir claramente seu campo político, abre espaço para especulações:


  • Está alinhado ao governo estadual?

  • Está apenas aguardando o momento eleitoral para decidir?

  • Ou pretende capitalizar politicamente em cima de ambos os grupos?


A necessidade de clareza


A política exige diálogo, mas também exige posicionamento. Em tempos de polarização, tentar agradar a todos pode resultar em não convencer ninguém.


Girlei precisa decidir se continuará administrando na ambiguidade estratégica ou se assumirá publicamente qual projeto político defende para o futuro do município.


Porque, no fim das contas, o eleitor observa — e cobra coerência.

Lula na escola que enlatou evangélicos e o homenageou
Lula na escola que enlatou evangélicos e o homenageou

A alegoria de uma escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) provocou forte reação de grupos evangélicos nas redes sociais. O motivo da controvérsia é a representação de personagens identificados como religiosos dentro de grandes latas cenográficas, com representação ao segmentado evangélico no enredo, com conotação crítica/política aos grupos que professam a fé cristã.


As fantasias se tornaram alvo de debate, acompanhado de críticas de fiéis que classificaram a representação como “desrespeitosa” e “ofensiva à fé cristã”. Líderes religiosos afirmaram que a alegoria associa evangélicos a uma ideia de “massificação” ou “manipulação”, o que, segundo eles, reforçaria estigmas.


“Não aceitaremos que nossa fé seja retratada de forma pejorativa e jocosa em um evento de grande alcance nacional”, disse um pastor em vídeo publicado nas redes sociais. Parlamentares ligados à bancada evangélica também se manifestaram, pedindo respeito e posicionamento quanto ao que está sendo chamado "família em conserva".


O episódio reacende discussões sobre os limites entre liberdade de expressão artística e respeito às crenças religiosas. Especialistas em sociologia da religião avaliam que o caso reflete um atual cenário onde a fronteira do respeito e as ideias políticas atropelam até direitos fundamentais, como neste caso, em que a fé é atropelada pelo sadismo de um samba enredo em homenagem a um político.


Agora fica a pergunta: Quem saiu no prejuízo foram os evangélicos ou Lula?...

bottom of page