Mpox vira situação de emergência pela OMS
- Redação
- 14 de ago. de 2024
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou estado de emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII), o nível mais alto da organização, para a doença Mpox. O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou a decisão do Comitê de Emergência convocado por ele na manhã desta quarta-feira (14).
“Eu decidi seguir a recomendação do comitê e declarar emergência (...) A detecção de um novo clado de Mpox na República Democrática do Congo (RDC) e o potencial de maior disseminação na África é um grande alerta”, disse o diretor-geral em coletiva de imprensa na tarde de hoje.
De acordo com a descrição da OMS, a ESPII é decretada quando ocorre “um evento extraordinário que é determinado como um risco à saúde pública de outros países por meio da disseminação internacional de doenças e que potencialmente exige uma resposta internacional coordenada”.
Segundo a organização, isso significa que a situação é grave, repentina, incomum ou inesperada. O comunicado também indica que podem acontecer problemas de saúde que ultrapassem as fronteiras do país afetado inicialmente.
Situação do Brasil
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já teve 709 casos confirmados ou prováveis até o momento. Em nota emitida nesta quarta-feira (14), a pasta informou que está acompanhando permanentemente as evidências científicas em todo o mundo “de forma a subsidiar as recomendações e ações necessárias no território brasileiro".
Dentre os 16 especialistas que participaram do Comitê de Emergência como membros ou conselheiros, dois são brasileiros: a coordenadora do Laboratório de Biologia Molecular de Vírus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Clarissa Damaso, e o pesquisador do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cidacs/Fiocruz) Eduardo Hage Carmo.